Começo a me sentir confortável na minha pele. Os dias, o raio de sol, o café na varanda, o nascer e morrer das folhas que preenchem a casa voltam a parecer parte de mim. Ontem fui pega de surpresa pelas lágrimas ao final do filme. Passei 4 meses brigando; não com o mundo, mas comigo. Teimando com coração, cansando os olhos, sobrecarregando os ombros.
O que tenho feito com todas as frestas entre os cacos de vidro quebrado espalhados em mim? Ressignificado.
Não há como impedir as feridas, as dores, as rupturas e tudo que elas causam dentro. Não há como fazer uma vela que queimou até seu fim reacender. Quando velas se esgotam, acende-se uma nova.
Procuro as velas dentro de mim. Elas que alumiam estes cacos de vidro, elas que anunciam os vitrais que carrego no peito. É luz e sombra e não há como ser diferente.
Rejunto os sulcos da alma com mica e torno sagrada a minha existência, apesar das dores. Aleluia.
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