Os últimos meses tem sido bagunçados.
Bagunçados de propósito. 

(dê o sentido que melhor lhe servir na frase acima)

Ando decidida. Pés firmes sobre a terra que segue girando. Não mais deixarei que a vida faça sentido só pelos traumas. Agarro todas as banalidades que me arrancam gargalhadas. Que elas me sejam mais que meus medos. Que elas que gritem quem estou. Me recuso a encontrar sentido só pela dor. 

Nada que vivi vai deixar de ser meu, mas me esforço para que isto não seja tudo. Carrego lutos, carrego decepções, carrego uma sociedade disfuncional e isso não posso mudar. Como não posso impedir de viver tantos outros percalços que me virão.  Não é sobre me ausentar da dor. É sobre me permitir vivê-la e me permitir partir dela, mesmo que diferente. Então acolher o que escolho fazer com a nova que sou. 



Rir é rito. Por coração pela boca e olhos.
Encontrar no caos, poesia e no Tempo, uma amiga.

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