Um manifesto de desejo.

Depois de 2020, depois dos lutos, depois do grande esforço da vida. Foi arrebatador me reconhecer em mim. 

Recordar que tudo tudo tudo nessa vida é passageiro, inclusive as farpas do mundo que as vezes encravam e inflamam.

Repeti durante os últimos anos sobre a beleza do viver para que eu nunca mais me traísse ou duvidasse do quê de bonito que o cotidiano tem.

Eu tinha essa mania tola de querer resolver a vida toda entre os fins e começos e fins e começos quando na verdade a vida circula entre eles cheia de fulgor me apresentando a grandiosidade de absolutamente tudo que me cerca.

Andei calada, outras vezes aflita, tantas outras tão cansada de tentar estar presente sem saber muito como me colocar ali em meio ao desconforto.

Mas não é sobre o ontem. É sobre o hoje. Sobre o agora. Sobre o milésimo de segundo em que escolho olhar com delicadeza pra mim e pro mundo.

Ontem eu ouvi o episódio da @paradarnomeascoisas que dizia escolher viver um ano de coragem e verdade e achei de uma boniteza sem fim. 

Que 2024 se apresente em aventura.

366 dias corajosos.

E que se possa viver verdadeiramente o desejo de se colocar no mundo.

Que na bagagem do coração sempre tenha espaço pro novo.

Que tudo que passe por mim possa ser transformado pela beleza do amor, assim como me transformo eu.

E que a vida e a arte se misturem cada vez mais e mais e mais e mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

felicidade sóbria

fazia tempo que não sentia os pensamentos correrem livres entre meus olhos, por dentro de minhas narinas, passando pela minha boca, atravess...