Pieguices e tal


Vem morar na minha varada, deixar a barba por fazer, fazendo com que eu me apaixone mais. Tira da gaveta aquela carta amarela e deixa o vento entregar; entregar o amor subentendido, desaparecido, desamparado. O amor de anos atrás, de dias seguintes, de semanas a mais. Embala a música pra piquenique e resolva me dar de natal. Arranca esses óculos, joga fora esse sapato. Vamos pintar o céu, sentados na grama, rindo sem lembrar do por quê. Liga esse rádio desbotado, vem sambar comigo. Se esparrama no sofá e me olha no olho, esquece o compasso, me puxa pelo braço e me explica o amor. Vamos brincar de amar, cantando músicas velhas, chorando lágrimas enquanto dançamos na chuva. Vem morar a beira da minha lareira, esquenta-me os pés. Aconchega meu coração no seu abraço de moletom. Seu cabelo desgrenhado, seu olhos inchados de descaso. Nossa história as ruas irão contar. Será que você vai chegar? Então vem comigo, vamos descobrir onde tudo vai dar.

É assim... Eu te olho no olho e você vem.

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