Se sei escrever crônica? não sei. Mas me atrevo a escrever o que senti.


Uma história verídica sobre 3 dias de contato com a natureza:
Pensei certo dia, depois de alguns anos de certeza, se estava realmente preparada para tudo que idealizei durante uma vida curta de amadurecimento bobo.  Sim, após anos de convicções, de falações, de morrer de amores por tudo que existia a partir do portão de fora da minha casa até uma extensão infinita, balbuciei: “ma-s, se-rá?
Sim. Era exatamente aquilo. Um final de semana para decidir uma vida inteirinha já vivida e ainda por viver. 

E falando da vida, como se morresse por ela, te digo: é o meu estudo favorito. É da vida que viverei, me alimentarei e por ela lutarei. A vida, que rege um ciclo infinito; apenas dois segundos definem, como disse Drummond (ou sincera Clarice). A vida é sentenciada no espaço de 2 - e nada mais que isso - segundos: nascer e morrer e no intervalo desse tempo que viva o melhor! que sobreviva o mais apto! 

Com um aperto louco insano descabido no coração, recuso a soltar as lágrimas que insistentes lutadoras desejam saltar de meus olhos que tanto sorriem. E com prazer, digo a quem me pergunta sobre os três dias que nada me custaram se comparados com os ganhos: convicções, amigos e a certeza de um amor que não sinto sozinha por aquilo que escolhi fazer.


Se nascesse mais 1 ou 10 vezes - em três dias tive a certeza - escolheria a biologia sem pensar duas vezes.

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