Há dias - que se tornaram meses, quiçá anos - me reduzia a duas opções em tudo que eu poderia me permitir: precipitava os finais por vir ou me impedia de vivê-los. Sempre me foi exaustivo martelar os sentimentos que não conseguia verbalizar a tempo; frases entaladas nos pulmões fadigando o coração. Então eu me prendia às palavras dos outros, aos sentimentos alheios e chorava como se vivesse cada filme assistido e como mantra, repetia: lágrimas pelo desfecho dos outros, nunca pelos meus!
Prevendo sempre os finais das coisas que amava, não amei.
Há no fim:
dor
algumas lágrimas e
nostalgia do vivido.
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