Poema de tráfego

Desfoco teus olhos marejados.
-Com que frequência nos matamos?-
Há silêncio entre as mãos trêmulas.

Nos matamos
mais que o esperado.
Entre sufoco,
medos,
desertos.

Nos matamos
mais que o necessário.
Morremos asfixiados,
encolhidos,
sedentos
de algo mais.

- Oque? -

((Um silêncio maior ainda.))

GRITO!,
desesperada agoniada calejada

-Por onde andam suas mãos?-
-Por onde braveja sua boca?-

Há saudade no silêncio,
mas não há amor.
Há memória no silêncio
e só.

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