Fiz do meu autoconhecimento, autorretrato.
Olho para cada um
deles. Descubro assim que, junto dessas fotos, me permiti a autocompaixão. Recolho
todo o amor entregue ao mundo e o trago para dentro. Faço café, abro as
cortinas e deixo o sol entrar. Faço de mim um lugar que o amor queira se
demorar sem precisar implorar pela sua presença. Aquieto o coração.
Estar aprisionada a tanto tempo aos sentimentos dos outros, causa
certa estranheza ao se estar consigo mesma. E uma liberdade.
Uma vez ousei escrever que de todas as liberdades possíveis,
a mais bonita era o amor. O que ainda não me era tangível era que: de todos os
amores, o mais libertador é o próprio.
Acolho a nova que sou, após juntar todos os pedaços que
consegui rejuntar. Sem me cobrar ser quem eu sempre fui, sem estar naquele
espaço que já não me comporta.
A armadura que pensava me proteger, me aprisionava.
Os pedaços caídos no caminho já não me pertencem.
Nem o caminho.
Nem eu mesma.
Ressignifico: de todos os amores da vida, o mais libertador
é o próprio.
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