A grande questão do ser humano, eu ousaria dizer, é a
necessidade de estar sempre tomando as decisões certas na vida quando, na
realidade, a única certeza que temos (temos?), quando ainda vivos, é da morte.
O que é concreto, além do fim, é o presente. O agora, este
minuto, segundo, esse piscar de olhos. O sorriso, o abraço, o toque gentil, as
lágrimas necessárias. A vida está acontecendo enquanto, desesperados pelo
futuro, a deixamos passar feito as águas dos rios que não voltam.
A única certeza da vida é a morte.
Te afirmo, de uma certeza que nunca tive para nada em minha vida.
Bem, de tudo que sei dessa vida
curta vivida é que sempre soube dos fins. Então, enquanto te escrevo, entendo
por que finalizar meus textos sempre parece uma tarefa maçante demais que nunca
terá conclusão. Te confesso: é efêmero tudo que é humano. Exceto as palavras
que são por si só a perpetuação.
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