09 de julho do ano que você já
sabe qual.
Hoje foi um bom dia. Devemos
celebrar. Ontem foi preciso me recolher e estar no silêncio. Sobre amanhã, o
que me resta é a coragem.
Se até a tristeza possui seus
momentos de euforia quem sou eu para duvidar dessa felicidade que
assustadoramente transborda nossos medos?
Eu te digo com tal sabedoria
que só consiste ter a mim que vivi o que eu vivi e experimentei a vida da forma
que me foi imposta. O fim é mais revelador que o começo. Esse desespero em não
deixar o vazio entrar entope meus poros impedindo que suas lembranças me
escapem feito suor. Quando foi que descobri que eu tinha dois pulmões? Foi em
meio as suas palavras que me deixavam catatônica em frente ao computador sem
saber o que fazer com tudo que me era entregue. Você já era alguém que eu ainda
almejava ser e eu sempre achei por demais bonito o teu jeito decidido de saber
o que esperar da vida mesmo quando confessávamos estar sem o chão sob nossos
pés.
A cada minuto uma pessoa
descobre sobre o amor. Era sua forma de trazer a realidade do outro pro
cotidiano. Neste segundo alguém experimenta a morte. Era minha forma de
encontrar a solidez do mundo, a forma bruta como a vida nos era entregue.
O amor não é a resposta para
todas as perguntas universais. Ele é o grande xis da questão. A questão
perturbadora que poucos tem a ousadia de confrotar.
Eu prometi te entregar minhas
palavras, mesmo que estas venham ao final do dia junto com meus olhos pesados e
ombros doloridos. O desespero pode ser aquela luz no fim do túnel.
Não te entrego meus versos
parnasianos. São 21:18 de uma quinta-feira em que eu falhei no meu único propósito:
reclamar menos e agradecer mais.
Eu te questiono: como tornar a
vida algo a ser vivido se em alguns momentos tudo que consigo desejar com
tamanha sinceridade é a morte?
É que algumas vezes o preço de
viver é alto demais.
Você ri dos meus aforismos
cotidianos.
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